segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
eu me reconheço em você:
nos seus olhos, na sua risada.
você se descreve "calado",
mas me fala que canta,
e que quando canta evoca
tudo que em ti soa muito natural.
você às vezes pára.
fica quietinho, em silêncio.
talvez só tenha se percebido nesses momentos.
mas, de repente, seus dedos se mexem
devagar e depois rápido.
e não pelo movimento,
não pelo ruído,
reparo.
e me reconheço em você.
você fala
e eu vou concordando
não por fingimento,
não por adulação.
é que eu me reconheço em você.
isso não pode ser bom...
nos seus olhos, na sua risada.
você se descreve "calado",
mas me fala que canta,
e que quando canta evoca
tudo que em ti soa muito natural.
você às vezes pára.
fica quietinho, em silêncio.
talvez só tenha se percebido nesses momentos.
mas, de repente, seus dedos se mexem
devagar e depois rápido.
e não pelo movimento,
não pelo ruído,
reparo.
e me reconheço em você.
você fala
e eu vou concordando
não por fingimento,
não por adulação.
é que eu me reconheço em você.
isso não pode ser bom...
sábado, 26 de dezembro de 2009
posologia
nunca fui de sentir falta. existem presenças constantes, que ficam ali, em silêncio, mas sempre ao meu lado, que fazem com que não exista saudade, ou que, ao menos, ela seja mínima. porém, você não é um caso desse. desculpo-me desde já, mas não sentia a sua ausência e, peço de novo perdão, concluí há pouco que para mim tanto fazia ter você por perto ou não. mas junto a essa descoberta, veio a certeza de que tudo mudou. é, você sabe, é quando as coisas mudam que a gente abre os olhos para o passado. e te digo que hoje em dia minhas retinas estão bem abertas, que posso ver, entretanto, sem compreender... como você podia ter nenhum significado? mas agora... agora, ainda sem entender, te deixo claro que você sempre está comigo, mas que sua presença silenciosa já não me basta. preciso demais das suas palavras, do seu sorriso... quero te contar o meu dia e dizer todas as vezes em que pensei em você (vai se preparando!).
suas efêmeras aparições já não me bastam. tem de ser 24 horas de você.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
retornos que a vida revira
tenho pensado muito sobre reviravoltas.
elas sempre acontecem, as reviravoltas.
quando a gente menos espera elas vêm, viram e voltam.
eu sempre volto nas reviravoltas.
fico revoltada com reviravoltas.
reviravoltas reviram as voltas.
voltas revoltam a gente.
a gente quer vira, não volta!
volta na vira, que a volta revolta!
elas sempre acontecem, as reviravoltas.
quando a gente menos espera elas vêm, viram e voltam.
eu sempre volto nas reviravoltas.
fico revoltada com reviravoltas.
reviravoltas reviram as voltas.
voltas revoltam a gente.
a gente quer vira, não volta!
volta na vira, que a volta revolta!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
você que diz
pensar sobre seu sorriso meu causa a mais indisciplinada desordem. agora, diga-me você: confirmação da insanidade ou descoberta da lucidez?
versar sobre seu sorriso me traz, sem você precisar dizer, a insanidade necessária para descobrir que sou lúcida. é. sou lúcida.
terça-feira, 21 de julho de 2009
silêncio
na calada da noite,
no escuro do quarto,
no escuro do quarto,
calada,
à espera de um vocábulo
que fure a parede,
que suba a escada,
que invada o cômodo
e estanque o incômodo
que só a ausência de tuas palavras me causa.
só.
à espera de um vocábulo
que fure a parede,
que suba a escada,
que invada o cômodo
e estanque o incômodo
que só a ausência de tuas palavras me causa.
só.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Toar
Fala que eu te respondo.
Fala do sol e do mar, fala de mim.
Fala que eu quero olhar pras suas palavras, pra sua boca, pros seus olhos, pra você.
Fala que eu quero sentir seu som trazer a manhã e de volta o sorriso.
Deitar no seu canto, aproveitar seu abrigo.
Ser feliz.
Fala do sol e do mar, fala de mim.
Fala que eu quero olhar pras suas palavras, pra sua boca, pros seus olhos, pra você.
Fala que eu quero sentir seu som trazer a manhã e de volta o sorriso.
Deitar no seu canto, aproveitar seu abrigo.
Ser feliz.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Abre a boca e fecha os olhos!
Trouxe um doce pra você.
Um doce feito de olhar, de silêncio e espera.
Calma, você!
Nada que uma pitada de açúcar não resolva.
Calma, eu!
Nada que uma pitada de vocábulos não resolva.
Um doce feito de olhar, de silêncio e espera.
Calma, você!
Nada que uma pitada de açúcar não resolva.
Calma, eu!
Nada que uma pitada de vocábulos não resolva.
domingo, 14 de setembro de 2008
Procuram-se!
Palavras grandes, palavras pequenas, palavras médias, palavras simples, complexas, vulgares, palavras distantes, interioranas, urbanizadas, doces, azedas, salgadas, palavras coloridas, roxas, brancas, pretas, amarelas, florescentes!
Palavras dominantes, recessivas, homogêneas, heterozigotas! Longitudinais, eletromagnéticas e mecânicas! Palavras aromáticas, saturadas, alifáticas! De adição, de dupla-troca e de Makovnikov!
Palavras côncavas ou convexas.
Palavras.
Palavras dominantes, recessivas, homogêneas, heterozigotas! Longitudinais, eletromagnéticas e mecânicas! Palavras aromáticas, saturadas, alifáticas! De adição, de dupla-troca e de Makovnikov!
Palavras côncavas ou convexas.
Palavras.
sábado, 9 de agosto de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
O pulo da gaita
o sopro se transforma em som
que se esvai sinuosamente
no silencio dessa sua voz,
da minha voz,
da nossa voz
sem sentido.
Sem ouvido.
que se esvai sinuosamente
no silencio dessa sua voz,
da minha voz,
da nossa voz
sem sentido.
Sem ouvido.
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